A música sempre foi o primeiro palco da minha vida. Foi com ela que aprendi o valor da disciplina, da união e da expressão. Desde a minha primeira guitarra Tonante, em 1994, carreguei comigo o sonho de viver intensamente o rock — e cada ensaio, cada show e cada banda fizeram parte dessa construção.
Com a Lazarone, dei meus primeiros passos, sonhando em ser reconhecido na minha cidade. Depois, vieram projetos que ampliaram minha experiência e me colocaram de vez no cenário musical: em 2007, gravei meu primeiro CD com a banda Tapa na Colmeia; mais tarde, toquei em grupos como Chute no Formigueiro, Guimbrothers e, realizando um desejo de infância, integrei a lendária Fishmen, que sempre admirei desde garoto.
Ao longo dessa jornada, descobri que a música vai além do palco. Por isso, criei o Studio Zimbawave, um espaço que se tornou meu refúgio criativo e também uma porta aberta para outros artistas. Ali produzi trabalhos de diversas bandas regionais e trilhas sonoras para grandes marcas, como a Mormaii. Hoje, o Zimbawave continua sendo meu lugar de experimentação, aprendizado e descanso, onde encontro inspiração para novas ideias. Hoje tenho ele somente como o meu home studio, onde quase todo equipamento fica no palco do Drakos, onde temos projetos futuros do próprio palco virar um studio de gravação. Será Fantástico!
Acredito que a música tem a força de abrir caminhos. Ela ensina a trabalhar em equipe, a improvisar quando necessário, a liderar com empatia e a conectar pessoas em torno de um mesmo sentimento. Mais do que notas e acordes, a música é sobre impacto — sobre fazer alguém sair de um show ou ouvir uma canção e sentir que carregou dali um pedaço de esperança, energia ou inspiração.
Assim como em qualquer negócio, acredito que uma boa banda se mede pelo reconhecimento sincero do público. Cada aplauso, cada pessoa que se emociona ou agradece após um show é a verdadeira recompensa. E é essa filosofia que carrego até hoje: tocar de um jeito que as pessoas levem algo positivo para a vida delas.
A música também foi escola para os outros projetos que desenvolvi. Foi ela que me ensinou a não ter medo de palco, a dar voz a ideias, a criar experiências marcantes. E foi ela que me mostrou que talento sem disciplina não leva longe — mas quando há dedicação, humildade e paixão, a música se transforma em um combustível capaz de mover carreiras, negócios e vidas.
O meu compromisso, sempre que subo ao palco ou componho uma canção, é o mesmo: entregar uma parte da minha história e, ao mesmo tempo, ajudar o público a escrever a deles. Porque acredito que a música, quando é verdadeira, nunca termina no palco — ela continua na vida de quem a ouve.